|
O
Clube do Choro de Miami
The
"Clube do Choro de Miami" was formed in
2002 by a group of Brazilian musicians, residing around the
Miami area, dedicated to playing this challenging and
exciting traditional genre of music from Brazil.
The
Clube do Choro’s goal is two-fold: to create
a "roda de choro", where local musicians
can get together to play choros on a regular
basis; and to offer lovers this genre of music with the
opportunity of enjoying good music and reminisce about Brazil.

The
"Clube do Choro de Miami" is formed by
William Duba (cavaquinho), Douglas Lora (violão), Victor
Souto (bandolim), Paulo Carvalho (violão), Felipe Souto
(percussão) and
Danuzio Lima (flauta).
The
Clube do Choro’s promotes a weekly "roda
de choro" on Wednesdays, from 6:00 to 9:00 p.m. at:
Bay
View
Cafe
7601 E. Treasure Drive
North Bay Village, FL 33341
Tel: (305) 861-5725
The
repertoire includes classics from Pixinguinha, Jacob do
Bandolim, K-Ximbinho, Luis Americano, Zequinha de Abreu, and
Ernesto Nazaré, to name just a few.
OPEN
and FREE to the general public.
"Choro
is not only the Brazilian music which is closest to European
classical, it is the essential Brazilian genre. Developing
from European forms, African rhythms, and a classical
spectrum of harmony that had been modified by the early
masters; choro has acquired its own identity. Among
all the styles that come from Brazil, it is the genre that
speaks most of the Brazilian
personality."
Bruce
Gil
at http:/www.brazzil.com
SAIU NA
GAZETANEWS

Terça, 14 de
Fevereiro 2006, 17:39
Clube do Choro traz boa música brasileira à Miami
Clube do Choro faz apresentações todas as sextas em Miami
O Clube do Choro, grupo de brasileiros que tocam autêntica
música brasileira, é um exemplo de que música boa não tem
época nem lugar. É aquela que dura para sempre, e não aquela
que toca nas rádios e depois ninguém nunca mais lembra. Com
algumas exceções, é claro. Um bom exemplo contemporâneo, é
Aquarela Brasileira de Ary Barroso, que tem a cara da nossa
terra e da nossa gente, que tem “gosto” de Brasil e canta:
“...estava no Ceará, terra de Irapuã, de Iracema e Tupã.
Fiquei radiante de alegria, quando cheguei à Bahia, Bahia de
Castro Alves e do Acarajé, das noites de lua cheia, do
candomblé...”.
Assim é a música do Clube do Choro, que toca todas as
sextas-feiras no C.J. Café, em Miami. Uma música que tem a
“cara”do Brasil, e que faz parte da história do nosso país e
da nossa gente.

Todo mundo sabe que o Brasil foi colonizado pelos
portugueses, que quando chegaram fizeram proliferar por
todos os lugares um novo conceito que até hoje tem a
simpatia nacional: o botequim, ou o “butiquim”, em bom
lusitano. Pois é. Foi em um ambiente de botequim, pertinho
da zona de baixo meretrício, com o “Seu Man’el” servindo
cerveja gelada com azeitonas, que surgiu o choro, a primeira
música urbana tipicamente brasileira, por volta de 1880, no
bairro da Cidade Nova no Rio de Janeiro, na época capital do
Brasil.
O choro não é o tipo de música que está nas paradas
musicais, mas é o tipo de música que até hoje é atual, e
deixa brasileiros e “gringos” (no bom sentido) de boca
aberta. É um estilo que surgiu na malandragem carioca e que,
por malandragem, tinha como característica principal os
acordes complicados, justamente com a intenção de “derrubar”
os demais músicos que tocavam no grupo. Assim, tudo era
improviso, e quanto mais difícil, melhor.
Uma definição que é “a cara” do Choro foi contada pelo
carioca Bill Duba, cavaquinista (sim, a palavra existe!) do
Clube do Choro. “Choro é igual mulher bonita. Você sempre
acha que encontrou a mais bonita de todas, mas sempre
aparece outra”. Ele garante que a frase não é dele.
Psicólogo, casado com Adriana Duba, e músico por puro
prazer, ele diz que as três coisas que mais gosta na vida
são mulher, música e futebol. “Futebol eu sou Flamengo,
mulher sou Adriana Duba e música sou choro”, brinca.
Igualzinho aos primeiros compositores e intérpretes do
Choro, Bill (cavaquinho), Marcelo Rosalvo (bandolin), Felipe
Souto (pandeiro), Danúzio Lima (flauta) e Douglas Lora
(violão) são mestres no improviso, têm suas profissões fora
do palco e não tocam para ga-
nhar dinheiro porque fazem da música uma fonte de prazer.
“A gente nunca tocou muito por grana. Até porque quando tem
que fazer show pelo cachê, você tem que preparar um show, e
isso tira um pouco da espontaneidade”, diz Bill que se
diverte com as estórias dos tempos em que tocavam nos bares
de amigos pela satisfação de tocar e pela conta da mesa paga
no final da noite. “O bar lotava e todo mundo aplaudia, mas
nunca conseguíamos ganhar dinheiro com isso”, se diverte.
Música feita de boemia e improviso
Os primeiros criadores do Choro eram gente comum, que
trabalhava duro na linha férrea, ou na alfândega do porto
durante o dia, e à noite faziam música só pela farra. Coisa
mesmo de boêmio. Não havia regras nem partituras e qualquer
instrumento era bem vindo. Era só chegar e mostrar que sabia
fazer. Essa música de improviso é hoje um dos estilos mais
importantes da música brasileira, e criou nomes como Valdir
Azevedo (Brasileirinho), Pixinguinha (Carinhoso), e Jacob do
Bandolim (Receita de Samba).
Por causa do improviso e da marca instrumental, o Choro é,
muitas vezes, comparado ao jazz americano que, na verdade,
surgiu 50 anos depois. O tão falado improviso do jazzístico,
portanto, já existia no Brasil desde os tempos do Império.
“Quando a gente toca e músicos profissionais americanos de
jazz nos vêem tocar, eles ficam loucos. E são só uma flauta,
um violão de sete cordas, um cavaquinho e um pandeiro. É um
som que as pessoas ficam paradas olhando e se perguntando: -
que tipo de música é esse, é uma música clássica, é um
samba?”, conta Bill.
Ele explica que o choro é a transição da música clássica
para a música popular brasileira. “É onde o Brasil virou
musical”, define o músico acrescentando que o choro é
resultado da música clássica da Corte, a polka, que foi
apropriada por músicos e intérpretes como Chiquinha Gonzaga,
que começaram a fazer música no ritmo negro com influências
de polka. “E quando chega Pixinguinha o choro explode e vira
uma festa musical alucinante”, entusiasma-se Bill. Em
algumas das principais cidades do Brasil o choro é hoje uma
“febre”, que reúne gente de todas as gerações, fazendo juz à
velha e boa boemia brasileira de sempre.
Como começou a história do estilo musical em Miami.
A história do Clube do Choro de Miami começou em 1997 quando
o guitarrista Landinho decidiu abrir um bar e tocar choro
todas as terças-feiras. Juntaram-se Landinho, Bill, José
Nóbrega (que era lavador de pratos) e é considerado o pai do
choro de Miami, Victor Souto e Claudinho Borogodó
(percussionista) e formaram o “Quem não chora não mama”. De
lá para cá, já passaram pelo grupo alguns grandes talentos
do gênero como Sérgio Ferreti e José Nóbrega. Cerca de um
ano depois o grupo mudou o nome para Aquarela e promoveu
inúmeros shows com o apoio do Centro Cultural Estados
Unidos-Brasil e apresentou-se em shows de Jorge Ben, Ivan
Lins, Djavan e Arthur Moreira Lima, entre outros. Em 2001 o
grupo ganhou o nome que tem até hoje.
Embora a paixão do grupo seja o choro, o Clube do Choro não
dispensa o samba. Toca Paulinho da Viola, Martinho da Vila,
Nelson Cavaquinho, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, entre
outros. No re-pertório estão nada menos que 150 músicas. Só
falta agora a gravação de um CD.
“O que nos falta é tempo e disposição para buscar
patrocínio. Eu trabalho 60 horas por dia em três clínicas,
consultório e dou aula no Miami Dade College. Todos os
outros têm o mesmo ritmo”, diz Bill..
For bookings please call: (786) 853-9624.
|